18 de novembro de 2015
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Qual a Bike Ideal Para Participar do L’Etape Brasil by Tour de France?

©Suzanne Tucker/Shutterstock

Para competir o L’Étape Brasil by Le Tour de France, o ciclista utilizará as bicicletas de ciclismo de estrada padronizadas pela UCI (União Ciclística Internacional), mas também poderá competir com uma mountain bike, uma híbrida ou uma bicicleta de triathlon, desde que não utilizem o apoio de braços (clip de guidão). Essa última normalmente não proporciona um bom rendimento em subidas, portanto, um ciclista com uma bicicleta dessa, estará na verdade em desvantagem.

A bicicleta mais comum a ser utilizada no L’Étape Brasil será uma tradicional de ciclismo, também chamada popularmente de speed, com quadros geralmente em fibra de carbono ou alumínio bem leve, rodas com pneus de espessura que variam entre 22 e 25mm com aros de perfil baixo, pois são leves. Rodas leves e de excelente rolamento, associadas a pneus leves de baixo atrito de rolamento são os principais upgrades para essa competição.

Mais sobre o L’Etape Brasil:

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Cleber Anderson fala sobre o L’Étape Brasil by Le Tour de France

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Outro detalhe fundamental é a utilização de uma relação de marcas bem reduzida, devido às inclinações máximas de cada subida que variam de 10 a até 18%. Desta forma, mesmo um ciclista forte, largará o L’Étape Brasil com uma relação que varia entre 34X25 a 34X32 (# dentes da coroa X # dentes do pinhão). Isso fará com que ele possa pedalar com uma cadência (pedadas X minuto) um pouco maior e sofrendo menos em cada subida.

Como se trata de uma competição para ciclistas amadores (também aberta a profissionais), o pelotão é muito grande, cerca de 2000 ciclistas, e ficaria impossível um apoio neutro para que cada um pudesse trocar uma roda que tivesse um pneu furado. Sendo assim, como no dia a dia, cada um tem que ser auto-suficiente. Para isso, o ciclista deverá levar consigo, câmaras de reserva, bomba para encher os pneus, além de mini-ferramentas e reparos para isso. É interessante também o ciclista ter consigo uma gancheira de câmbio reserva, pois se a bike cair e entortar o câmbio, essa peça que suporta o mesmo poderá entortar demasiadamente, ou quebrar, e o ciclista fica sem poder solucionar o problema.

A prova contará com apoio mecânico da Mavic, mas isso é uma ajuda que a organização oferece. Um ciclista, só pode ser considerado ciclista se é auto-suficiente. Como poderia fazer 200km e terminar o trajeto sozinho? Vale lembrar que, no passado remoto, vários eventos não permitiam que o ciclista tivesse ajuda externa!

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Sobre CLEBER ANDERSON

CLEBER ANDERSON

Diretor Técnico do L'Étape Brasil by Le Tour de France, Diretor da Anderson Bicicletas, especialista em Bike Fit, organizador de viagens ciclo-esportivas (Operador oficial e pioneiro para o L'Étape du Tour / Tour de France há 11 anos), autor do Guia Bike na Rua, enviado da ESPN ao Tour de France, ciclista de estrada desde os 12 anos, ex-ciclista de Seleção Brasileira e um dos pioneiros do Mountain bike no Brasil.

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